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Steven Jonhson, Games e Políticas Públicas no Brasil: o caso Dengue Ville

Depois de assistir a uma entrevista com Steven Johnson, um dos mais influentes pensadores do ciberespaço, que defende o acesso irrestrito dos jovens aos videogames e aos sites de relacionamento, fiz uma relação das ideias de Johnson com uma ação bem pensada pelo Governo Brasileiro, o Dengue Ville. Parte do texto abaixo foi retirado de outros sites; segue linkografia abaixo.

Qual a importância dos games?
Para começar, não se deve cobrar do jogo algo que ele não promete. “Os jogadores de videogame não estão absorvendo conselho moral, lições de vida ou retratos psicológicos valiosos”, reconhece Johnson. Mas eles aprendem a pensar. O conteúdo é indiferente. “Não é o que você está pensando quando está jogando, é o modo como você está pensando que importa.” Mal comparando, é como aprender álgebra. A maioria dos alunos não usará álgebra na vida, mas se beneficiará do fortalecimento do músculo mental resultante do aprendizado.

Para Johnson, a grande vantagem dos videogames é que ele obriga o jogador a tomar decisões. “Os romances podem ativar nossa imaginação, mas os jogos forçam você a decidir, a escolher, a priorizar. Todos os benefícios intelectuais do jogo resultam dessa virtude fundamental, porque aprender como pensar, em última análise, tem a ver com aprender a tomar a decisão certa: pesar a evidência, analisar situações, consultar suas metas de longo prazo e, então, decidir.”

No game, elas se tornam evidentes por meio da exploração do mundo. Aprende-se jogando. A chave para o sucesso está na decifração das regras e não no manuseio das alavancas de comando. Nesse sentido, o game reproduz com mais nuances as circunstâncias da vida.

Acreditando no poder das redes de relacionamento e dos games como forma de aprendizado, a Secretaria do de Saúde de Minas Gerais encomendou o Dengue Ville. Seguindo os mesmos moldes do “Farm Ville” (com mais de 75 milhões de fazendeiros virtuais), o jogo da dengue tem como objetivo eliminar os focos de proliferação do mosquito aedes aegipty.

Para isso, o jogador precisa recolher lixo, ajuntar pneus, limpar e cobrir piscinas, colocar areia em vasos de plantas, dentre outras tarefas que podem prevenir a disseminação da doença. Educadores acreditam que a ferramenta será útil para que as crianças passem a executar as tarefas do jogo na vida real. “No dia a dia passamos por vários focos da doença, que geralmente não prestamos a atenção. Como o game exige que limpeza seja regular, os usuários acabam se antenando para o que acontece em suas casas e ainda divulgam para seus amigos e familiares”, observa a professora de biologia, Cristina Justi.

Para Matheus Saraiva, 12 anos, o joguinho é divertido e educativo. “O mais legal é que a gente aprende a combater a dengue. Eu vou convidar todos os meus amigos do Orkut para jogar também”, comenta o estudante do 7º ano, que foi um dos escolhidos pela escola para testar o game. Já Paulo Tadeu Salvador, 11 anos, já espalhou a novidade em casa e até sua mãe criou um perfil só para jogar o “Dengue Ville”. “O jogo é muito legal, eu gosto muito dos games on-line do Orkut, mas esse é interessante pois a gente aprende a combater a doença. Eu ensinei minha mãe e meus irmãos mais velhos a jogar também”, conta.

Para a diretora da escola, Eliana Figueiredo, os alunos são multiplicadores para a família e comunidade. “A secretaria encontrou uma forma e combater a doença utilizando uma ferramenta que tem grande penetração na sociedade”, aponta. De acordo como Flávio Andrade, da empresa Lápis Raro, que desenvolveu o aplicativo, o game tem grande poder de penetração, devido a popularidade das redes sociais. “O Orkut é imenso e o usuário pode compartilhar informações com o mundo inteiro. Dessa forma, criamos uma ferramenta eficaz na luta contra a dengue, que pode ser utilizada por qualquer pessoa”, explica Andrade, que aponta que esse é primeiro produto que trata do combate à dengue e pode ser acessado em mais de 100 países, onde a doença está presente.

Com isso, podemos perceber que essa ação do DengueVille foi eficaz em pensar em Steven Jonhson e em o que Vigotsky já dizia em 1984: “O brinquedo e os jogos são considerados uma importante fonte de desenvolvimento e aprendizado, portanto a atividade lúdica possibilita a criança satisfazer seus desejos, através da imaginação e do faz-de-conta”. Logo, uma das características do jogo e do brincar é poder explorar o que Vigotsky chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal, ocasião em que a criança vai além do que sua experiência permite. Sendo assim, utilizando a redes sociais digitais, além do aprendizado a criança ainda espalha aquela ideia, como um “viral”. Bela iniciativa!

Saiba mais:
Vídeo da entrevista: http://www.criativopunk.com.br/2008/04/30/debate-em-video-na-integra-com-steven-johnson/

http://www.criativopunk.com.br/2008/04/30/debate-em-video-na-integra-com-steven-johnson/

http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/minas/secretaria-lanca-dengue-ville-para-combater-mosquito-1.94804

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Danilo Pestana

Sobre o Autor

Danilo Pestana é integrante do Grupo de Pesquisa em Cibercidades da Faculdade de Comunicação da UFBA e Analista de Monitoramento de Mídias Sociais.

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